segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

20 fatos sobre Anne Frank

1. Partes do diário de Anne Frank foram removidas porque ela descreveu suas partes íntimas. 

Fonte: HTML Giante



2. Anne Frank escreveu a maior parte de seu diário sob a forma de cartas para uma pessoa chamada "Kitty" 
Fonte: Fundação Anne Frank 


3. A irmã de Anne Frank, Margot, também tinha um diário. Mas nunca foi encontrado. 
Fonte: Museu Anne Frank
Margot Frank
 4. Anne Frank e outros sete permaneceram escondidos por dois anos no "Secret Annex", um pequeno apartamento atrás dos negócios de seu pai em Amsterdã.
Fonte: Guia Annne Frank
O Anexo Secreto era protegido por uma estante

5. O campo de concentração de Anne Frank foi libertado pelas tropas britânicas apenas algumas semanas após a sua morte. 
Fonte: Wikipedia


Campo Bergen-Belsen


6. A família de Anne Frank teve Visto negado pelos EUA devido a Políticas de imigração.
Fonte: CBS News

7. Anne Frank, Martin Luther King Jr. e Barbara Walters nasceram todos no mesmo ano.
Fonte: Famous Birthdays


Martin Luther King Jr.

8. O Diário de Anne Frank é proibido no Líbano por "retratar judeus, Israel ou sionismo favoravelmente".

Fonte: G1
 

9. O pai de Anne Frank era um oficial no exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial. 
Fonte: Guia Anne Frank

10.O pai de Anne Frank sobreviveu a Auschwitz e morreu em 1980 de câncer de pulmão. 
Fonte: Guia Anne Frank


11.Otto Frank escreveu a Audrey Hepburn pedindo-lhe para representar sua filha Anne no filme "O Diário de Anne Frank". Audrey gentilmente recusou o papel.
Fonte: Cinema Clássico

12.Otto Frank recebeu o diário de Anne Frank por Miep Gies, uma das cidadãs holandesas que ajudou a esconder os francos.

Fonte: Casa Anne Frank

Miep Gies


13.Anne Frank escreveu em seu famoso diário: "Quando eu escrevo, posso livrar-me de todos os meus cuidados. (...) Mas (...) será que eu vou ser capaz de escrever algo grande?" 
Fonte: Museu Anne Frank

14.Anne Frank está no YouTube. Ela foi capturada em filme enquanto se inclinava para fora de sua janela para obter uma visão melhor de um casamento.
Fonte:  YouTube - Canal Anne Frank House

15.Anne Frank foi postumamente batizada "por procuração" no Mormonismo pelo menos 9 vezes.
Fonte: Contraditorium 



16.Anne Frank sonhava em se tornar uma atriz. 
Fonte: Folha de São Paulo - Caderno +Mais
 

17.Para seu 13º aniversário, Anne Frank recebeu um livro que tinha mostrado a seu pai em uma janela da loja alguns dias mais cedo. Ela decidiu usá-lo como um diário. (https://en.wikipedia.org/wiki/Anne_Frank)
 



18.O oficial da SS que capturou Anne Frank e sua família tornou-se membro do serviço de inteligência da Alemanha Ocidental depois da Segunda Guerra Mundial. Comprou o livro de Anne Frank para ver se ele foi mencionado. 
Fonte: Mentes Curiosas
 

19.A data e o motivo exatos da morte de Anne Frank não foram registrados.
Fonte: ZH - Clic RBS
 

Campo de Bergen Belsen


20.Anne Frank reescreveu seu diário em 1944 para melhorar o conteúdo e a linguagem depois de ouvir o governo holandês no exílio aconselhar a manter os diários como um registro do que aconteceu sob os nazistas.
Fonte: New York Times


 Nota: A maioria das imagens foram retiradas do Museu Anne Frank 

domingo, 22 de janeiro de 2017

7 livros poéticos para 2017


1. CICATRIZ - EDUARDO GUIMARÃES 


O livro Cicatriz, segundo depoimento do autor, reúne poemas escritos desde 1995 e é feito dos poemas que, presentes, nele estão reunidos, e de outros tantos que formam ausências, sentidas, contudo, no corte e na cicatriz de seus descartes. Assim, encarte e descarte formam uma das tensões poéticas do livro de Eduardo Guimarães, ao lado da remissão e do corte entre os poemas e mesmo no interior de cada poema. No arranjo final do livro, essas tensões aparecem como que numa narrativa, cuja sintaxe, pelo estranhamento das combinações, mais do que representar a dúvida, o caminho entrecortado que a produziu, apresenta o próprio poema “W ou V” como o modo da dúvida estampado na forma de sua anunciação. 
  • Livro editado por Ateliê Editorial 
2. SALGADO MARANHÃO POR IRACY CONCEIÇÃO 

A poesia de Salgado Maranhão transita por uma contradição harmoniosa de opostos, propi
ciando ao leitor inquietude e também o fascínio diante da tessitura semântica distinta e das imagens criadas. Coube à mestre em Literatura Portuguesa pela UERJ, Iracy Conceição de Souza analisar o universo poético do autor, revelando questionamentos filosóficos e estados da alma contidos em sua obra. Este título da Ciranda inclui ainda uma antologia de poesias de Salgado Maranhão publicadas em livros como O beijo da fera, Punhos da serpente e Sol sanguíneo. 
  • Livro editado pela EDUERJ 

3. PEGADAS NOTURNAS - DISSONETOS BARROCKISTAS - GLAUCO MATTOSO 

Antologia de 86 sonetos de Glauco Mattoso, poeta comumente denominado “maldito” e “pornográfico”. Dois de seus temas usuais, a cegueira e o fetiche por pés, estão presentes aqui: “Se é rei quem tem um olho em terra cega,/ o cego é escravo em terra de caolho./ […]// Depois que fiquei cego, ninguém nega,/ meu amanhã jamais sou eu que escolho./ Se é noite o dia todo, eu sói me encolho,/ pois sei onde é que o pontapé me pega.// No fundo, a sensação que mais molesta/ é estar preso no escuro do porão/ enquanto quem enxerga faz a festa.// No chão, sentindo o peso do pisão,/ um único consolo a mim me resta: lamber a sola de quem tem visão”. A edição inclui entrevista a Claudio Daniel e prefácio de Franklin Alves. 
·        Livro editado pela Editora Lamparina 

4. MENSAGEM - FERNANDO PESSOA - ORG. Cleonice Berardinelli 

Única obra publicada em vida por Fernando Pessoa (1888-1935), cerca de um ano antes de sua morte, Mensagem é uma exaltação ao passado glorioso português e aos personagens que edificaram Portugal, transformando-se em referenciais da história e do imaginário lusitano. Mas a obra é, sobretudo, uma das mais importantes – e belas – já escritas em língua portuguesa. Dessa maneira, é sempre possível retomar este clássico. É o que faz aqui Cleonice Berardinelli em uma edição preparada a partir de documentos fundamentais: o original datilografado do conjunto de poemas e a primeira edição da obra, datada de 1934, ambas com correções feitas de próprio punho por Fernando Pessoa, que conferem caráter inédito a esta publicação. A edição conta ainda com uma série de reproduções dos documentos originais e manuscritos de Pessoa e um conjunto de ensaios em que Cleonice analisa aspectos históricos, traçando um rico panorama dos personagens que atravessam o livro, e estruturais, desmembrando os poemas à luz de uma obra ainda em estado de elaboração. Abre, assim, novos caminhos de compreensão e, com habilidade de capitã, nos conduz pelo mar sem fim desta Mensagem. 
·        Livro editado pela Edições de Janeiro 

5. O VENTO DA NOITE – EMILY BRONTË - EDIÇÃO BILÍNGUE 

Único livro no país que reúne exclusivamente a poesia de Emily Brontë, autora de O morro dos ventos uivantes, este volume traz 33 poemas da escritora inglesa.
 Publicado no Brasil originalmente em 1944, como parte da primorosa Coleção Rubáiyát, da editora José Olympio, O vento da noite, traduzido por Lúcio Cardoso, retorna em edição bilíngue pela Civilização Brasileira. É uma bela oportunidade de reviver o encontro entre dois grandes nomes na literatura e de observar as especificidades que permeiam os processos de criação do autor e do tradutor – uma relação marcada pela sensibilidade, intimidade, escuta e delicadeza. A edição é organizada e apresentada por Ésio Macedo Ribeiro, organizador dos Diários, de Lúcio Cardoso. A prestigiada tradutora Denise Bottman assina o texto de orelha. 
·        Livro editado pela Civilização Brasileira 

6. CHRISTIAN PRIGENT POR MARCELO JACQUES DE MORAES 

O carioca Marcelo Jacques de Moraes, professor de literatura francesa na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com ensaios publicados no Brasil e na França, reflete sobre o trabalho poético de Christian Prigent, inscrito na tradição da moderna poesia francesa, entre o literário e o político, entre a experimentação da linguagem e a experiência do cotidiano, da vida comum. Para Prigent, “não se escreve sem romper os laços, sem desfigurar a crença no laço, sem pôr em perigo todos os laços que trançamos com a vida”. 
·        Livro editado pela EDUERJ 

7. NOVOS POEMAS – CARLOS VOGT 

VOGT-SE. O livro Novos Poemas reúne as coletâneas “Bandeirolas”, “Bolinhos de Chuva” e “Dedo de Moça”. Poemas leves, feito bandeirolas; de extrema doçura, quais bolinhos de chuva e com direito a certas maldadezinhas picantes, como dedos-de-moça. Estamos diante de textos para serem deliciados com parcimônia e, desse modo, provocar-nos a reflexão a respeito de singularidades que abarcam o sentido da vida e assim tê-la na fragrância das palavras sem qualquer medida. Alquimista da linguagem, Vogt traz-nos Novos Poemas como velhos amigos a convidar-nos para degustarmos um pinot noir ou versos elaborados à precisão sem, contudo, perder a magia da sensibilidade. 
·        Livro editado pela Ateliê Editorial 



O limite do excêntrico e do absurdismo no teatro de Harold Pinter


Harold Pinter, prêmio Nobel de Literatura de 2005 criou obras magistrais para serem encenadas nos palcos. Há algo de Beckett em suas peças de teatro e em A festa do aniversário e O Monta-Cargas isso fica bem nítido desde a entrada de Petey em cena. Harold Pinter, porém, deu às suas obras um caráter tão intrínseco que o teatro recebeu um adjetivo que lhe homenageia. O “pinteresco” refere-se às situações nas quais os personagens de Pinter são colocadas diretamente de frente ao inesperado.

A edição da José Olympio reúne duas importantes peças escritas por Pinter no ano de 1975. “A festa de aniversário” e “O monta-cargas” expõem exatamente as características do pinteresco.

O pinteresco também se aproxima do Teatro do Absurdo e Pinter, junto com Samuel Beckett e Tom Stoppard, imprime em sua obra uma tensão, uma incompreensão da existência e do enredo. O Teatro do Absurdo pode assim ser definido:

Um mundo que pode ser explicado pelo raciocínio, por mais falho que seja este, é mundo familiar. Mas num universo repentinamente privado de ilusões e de luz o homem se sente um estranho. Seu exílio é irremediável, porque foi privado da lembrança de uma pátria perdida tanto quanto da esperança de uma terra de promissão futura. Esse divórcio entre o homem e sua vida, entre o ator e seu cenário, em verdade constitui o sentimento do Absurdo (CAMUS, A. apud ESSLIN, 1968: 19).

É justamente essas características de falta de expectativa futura que se pode perceber em “A festa de aniversário” e “O Monta Cargas”. O apresentador da presente edição editada pela excelente José Olympio comenta que “mesmo num quadro de aparente precisão e os textos dele são de extrema precisão – as interpretações são tão inúmeras quanto os indivíduos, porque cada um de nós – pirandellianamente falando – tem sua própria verdade.”

Neste mundo Pinteresco, a verdade pisada quase não se comunica com o que de fato pode acontecer com as personagens tão aquém de seus próprios destinos.

A primeira peça do livro “A festa de aniversário” vai da página 17 até a 127 e conta basicamente como Meg (esposa dedicada) e Petey (marido super sério), donos de uma pensão à beira-mar em algum lugar da Inglaterra, cuidam de forma tão primorosa do único hóspede da pousada, Stanny Webber, um hóspede também sisudo e que no passado foi um pianista. É seu aniversário (mas ele mesmo não sabe, ou diz não lembrar disso). A repetição dos hábitos, das frases e dos comportamentos das personagens é quebrada com a chegada de dois misteriosos visitantes que mudam radicalmente a ordem das coisas. Goldberg (judeu esperto e interesseiro) e McCann (submisso às ordens de Goldberg) originam uma série de mudanças. De diálogos quase incompreensíveis a uma festa regada a álcool e alienação, a peça tem um final inesperado e caótico.

A peça “A festa de aniversário” foi a primeira grande obra do autor estreou no Arts Theatre em 1958, em 1968 foi adaptada para o cinema pelo diretor William Friedkin e em 1987 foi produzida e transmitida pela BBC.

Já a segunda peça do livro é bem mais curta e pega pouco mais de 40 páginas. “O Monta-Cargas” apresenta um encontro de dois criminosos profissionais à espera de ordens para executar um suposto plano futuro. Toda a ação se desenrola num quarto de hotel. Bem e Gus conversam sobre suas ações, a organização criminosa e os planos para o próximo trabalho. Com um diálogo excêntrico e misterioso a peça também causa um estranhamento bem embaraçoso em quem lê, sobretudo na ambiguidade do desfecho da narrativa teatral. Com essas duas peças, Pinter causou estranheza com sua maneira de criar peças teatrais, dando nó na cabeça dos expectadores e mais ainda de quem lê.

A edição conta com textos de orelha escritos por Alexandre Tenório, o mesmo tradutor da obra. A apresentação do livro, como já foi dito, informa os pressupostos de uma peça de Pinter, bem como algumas informações primárias acerca das duas peças teatrais. Tudo isso colabora para que o leitor, enfim, possa compreender o mínimo possível de duas peças que causam estranheza em quem tem contato pela primeira vez (eu, por exemplo) com a obra do dramaturgo britânico. Se a editora se dispuser a publicar toda a obra de Pinter com o mesmo designer e tradução, a coleção vai ficar rica e linda, mesmo sabendo que o brasileiro quase não lê peça de teatro. Mas será uma grande empreitada, bem como uma excelente trabalho editorial.

SOBRE O AUTOR:

Harold Pinter foi um dramaturgo, roteirista, poeta, ator, diretor e ativista político britânico. Escreveu para teatro, televisão, rádio e cinema. Entre suas peças mais famosas estão “Betrayal” [Traição], de 1978, e “The homecoming” [Volta ao lar], de 1964, ambas adaptadas para o cinema. Em 2002 recebeu o Prêmio Companion of Honour da rainha da Inglaterra pelos serviços prestados à literatura e, em 2005, venceu o Prêmio Nobel de Literatura.


FONTE E REFERÊNCIAS:


ESSLIN, Martin. O teatro do absurdo. Trad. Bárbara Heliodora. Rio de Janeiro: Zahar, 1968.

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